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Como funciona o plano de saúde: o que você contrata de verdade

Convênio e plano são a mesma coisa. O que muda entre um contrato e outro é a rede de hospitais, o tamanho do grupo que ele exige e o que a operadora pergunta antes de aceitar você.

16%das tabelas aceitam 1 vida
88%do por adesão aceita 1 vida
93%declaram regra de preexistência
28/85hospitais contratando sozinho

Como funciona o plano de saúde?

Você paga uma mensalidade e, cumpridas as carências, usa consultas, exames, internações e urgência na rede credenciada daquele contrato — não em qualquer hospital. É essa rede que separa um plano do outro: das 86.070 tabelas com direito a internação lidas no cotador, 85% são de contrato coletivo empresarial (exigem CNPJ) e apenas 16% aceitam contratar com uma vida — e essas não estão espalhadas por igual: no empresarial são 5%, no coletivo por adesão são 88%. Contratando sozinho, o plano de maior rede alcança 28 dos 85 hospitais publicados aqui; em contrato de três vidas, 72.

Os números de mercado desta página saem da leitura automática do cotador em — 2368 produtos de 1127 operadoras.

O nome

Convênio médico e plano de saúde são a mesma coisa

"Convênio" é como o brasileiro fala; plano de saúde é como a Lei 9.656/1998 chama. Não existe um produto "convênio" e outro "plano" — é o mesmo contrato, com o mesmo registro na ANS e os mesmos direitos. Quem procura "convênio médico" e quem procura "plano de saúde" procura a mesma coisa.

Seguro saúde é o primo próximo: também regulado pela mesma lei, mas nascido no mercado segurador e historicamente centrado em reembolso — você usa o médico que quiser e pede o dinheiro de volta. Na prática de hoje os dois se misturaram: seguradora tem rede credenciada e operadora tem reembolso. O que separa um contrato do outro não é o nome, é o que está escrito nele — e a pergunta útil é sempre a mesma: este contrato me dá o hospital que eu quero usar?

A palavra não muda o direito. Carência, cobertura mínima, prazo de atendimento e reajuste seguem a mesma regra da ANS, chame-se o produto de convênio, plano ou seguro saúde.

As três formas

Como se contrata um plano — e o que existe de verdade à venda

A ANS reconhece três formas de contratação. O que quase ninguém diz é o tamanho de cada uma no mercado que você vai encontrar — e quantas delas aceitam você sozinho. Lendo os 2.368 produtos vivos do cotador em e as 86.070 tabelas de preço com direito a internação:

Forma de contrataçãoProdutos Tabelas à vendaAceitam 1 vida
Coletivo empresarial1.34272.846 (85%)5%
Coletivo por adesão84410.056 (12%)88%
Individual ou familiar1823.168 (4%)34%

Coletivo empresarial responde por 85% do que está à venda. Não é preferência da corretora — é como o mercado se organizou. Por isso tanta gente descobre, no meio da cotação, que precisa de um CNPJ que não imaginava precisar; ele pode ser recém-aberto, e isso costuma resolver.

Repare na última coluna antes de decidir: ela muda mais a sua vida que o nome da modalidade. É ela que diz se existe plano para o tamanho da sua família — e a resposta não é a mesma nas três linhas.

A regra que ninguém avisa

Contratar sozinho é a exceção — e há uma porta para isso

"Como fazer um plano de saúde" costuma ser respondido com um passo a passo. O passo que falta é o primeiro: descobrir se existe plano para o tamanho da sua família. Das 86.070 tabelas com direito a internação, só 13.356 (16%) aceitam contratar com uma vida. A maior parte do mercado pressupõe grupo.

Mas essa escassez não é distribuída por igual, e é aí que está a saída: no coletivo empresarial apenas 5% das tabelas aceitam uma vida, enquanto no coletivo por adesão são 88%. Quem vai contratar sozinho e olha só para o tipo mais comum conclui, errado, que não há plano para ele.

E isso decide a rede, não só o preço. Contratando sozinho, o plano de maior rede alcança 28 dos 85 hospitais publicados aqui. Em contrato de três vidas, o teto sobe para 72. A mesma decisão que parece burocrática define a que hospital você vai ter acesso — e é por isso que vale conferir as três portas antes de desistir.

Qual delas compensa no seu caso está medido praça a praça na guia individual ou empresarial.

Compulsório × opcional

O que significa "plano compulsório"

No contrato coletivo empresarial, a operadora define se a adesão dos funcionários é compulsória (a empresa inscreve todo o grupo elegível) ou opcional (cada pessoa escolhe entrar). Isso muda preço e regra de carência — grupo inteiro dá risco diluído, e é comum a compulsória vir com carência menor ou zerada.

Dos 2.347 produtos que declaram esse campo, 892 (38%) admitem adesão compulsória e 1.455 (62%) trabalham somente com adesão opcional.

Para a empresa de duas ou três pessoas — que é a maioria dos contratos que passam por aqui — a diferença costuma ser teórica: todo mundo entra de qualquer jeito. Ela pesa quando o grupo é grande e nem todos querem o plano.

Doença preexistente

O que a operadora quer saber antes de aceitar você

Se você já tem uma doença ou lesão quando assina, a operadora pode aplicar cobertura parcial temporária (CPT): por até 24 meses ficam suspensos cirurgias, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade ligados àquela doença — o resto do plano funciona normalmente desde o fim da carência comum.

Isso não é cláusula rara. 2.171 dos 2.347 produtos (93%) lidos no cotador trazem alguma regra para doença preexistente. O mercado escreve isso de quatro jeitos diferentes, e é por isso que o número acima é a união deles, não a contagem de uma palavra:

Como o contrato escreveProdutos%
"cobertura parcial temporária" / "CPT" 1.56567%
"doença preexistente" / "preexistência" 1.40060%
"declaração de saúde" (a DPS que você preenche) 1.38959%
"agravo" (pagar mais para não ter CPT) 39317%

O agravo é a alternativa que quase ninguém oferece espontaneamente: em vez de esperar 24 meses, você paga um acréscimo na mensalidade e a cobertura vale desde o início. Os 393 produtos que o citam são, sem exceção, os mesmos que explicam a CPT — quem descreve o problema é quem oferece a saída. Perguntar por ele é seu direito.

A entrevista médica aparece em 894 produtos (38%). É onde a doença preexistente é declarada, e ela existe justamente para definir se haverá CPT.

Omitir doença na declaração é o pior negócio possível. Não encurta nada e dá à operadora motivo para alegar fraude e cancelar o contrato depois — justamente no momento em que você precisou usar. Declarar dá CPT; omitir dá risco de ficar sem plano. Urgência e emergência, mesmo dentro da CPT, são devidas a partir de 24 horas de contrato.

Reembolso

Quando o plano paga o médico que não é da rede

Reembolso é o mecanismo que permite usar um profissional fora da rede credenciada e pedir de volta parte do que você pagou — "parte" porque o valor segue a tabela do contrato, quase nunca o preço cobrado. Ele não é padrão do mercado: é diferencial de produto.

Na seção de diferenciais de cobertura dos 1.112 produtos que a declaram, 681 (61%) citam reembolso e 180 (16%) citam livre escolha — o desenho mais amplo, em que usar fora da rede é a proposta do plano, não a exceção.

Duas perguntas decidem se o reembolso do seu contrato serve para alguma coisa: qual o múltiplo da tabela (o contrato reembolsa 1x, 2x, 4x o valor de referência?) e qual o prazo para pedir. Um reembolso de múltiplo baixo devolve um quinto da consulta e consta no contrato como benefício.

O reembolso declarado varia bastante de uma marca para outra — cada página de operadora traz a leitura do próprio material.

Depois de assinar

Quando o plano começa a valer, e como saber se está ativo

Assinar não é estar coberto. Entre a proposta e o direito de usar existem três marcos, e confundi-los é a origem de quase toda frustração de primeiro mês:

1. Proposta implantada

A operadora aceitou o cadastro e gerou o contrato. É o status que aparece quando alguém pergunta o que significa "proposta implantada" — quer dizer que deu certo, não que já dá para marcar consulta.

2. Início de vigência

A data em que o contrato passa a existir e a mensalidade começa a contar. É dela que se contam as carências.

3. Fim de cada carência

24 horas para urgência e emergência, e os demais prazos da guia de carência. Só a partir daí cada tipo de atendimento está liberado.

Para conferir se um plano está ativo, a fonte que vale é a operadora — app, central de atendimento ou carteirinha digital — e o registro do produto na ANS, consultável no portal da agência. Boleto pago não é prova de plano ativo: o contrato pode estar suspenso por inadimplência de meses anteriores.

Glossário

As siglas que aparecem no contrato

SiglaO que é
CPTCobertura parcial temporária: até 24 meses sem alta complexidade para a doença que você declarou
DPSDeclaração pessoal de saúde: o formulário em que você informa as doenças que já tem
DUTDiretriz de utilização: a condição clínica que a ANS exige para o plano cobrir certo procedimento
CongênereOperadora que a sua futura operadora aceita como equivalente, para aproveitar carência
Carta de permanênciaDocumento do plano antigo provando há quanto tempo você é cliente — é o que destrava a redução de carência
Rol da ANSA lista de procedimentos de cobertura obrigatória, que todo plano tem de cumprir

Vale a pena?

A pergunta certa não é "qual o melhor", é "qual me dá o meu hospital"

Plano de saúde não é um produto único com versões melhores e piores: é um contrato de acesso a uma rede. E a rede é o que mais varia. Nenhum dos 3.982 planos com internação medidos aqui cobre os 85 hospitais do site — e 1.311 deles cobrem um hospital só.

É por isso que o plano mais barato costuma ser barato. Ele não é um plano igual aos outros com desconto — ele é um plano com menos hospitais dentro. A conta só fecha quando você compara preço entre os planos que atendem o hospital que você quer usar, e não entre todos.

É essa a ordem que o site inteiro segue: escolha o hospital primeiro, veja quais planos entram nele, compare o preço só entre esses. Comece pela lista de hospitais ou pelo comparativo de rede; se o seu ponto de partida for orçamento, o quanto custa abre a faixa real de preço por praça.

Perguntas frequentes

O que mais perguntam

Como funciona o plano de saúde?

Você paga uma mensalidade e, cumpridas as carências, tem direito a consultas, exames, internações e urgência na rede credenciada daquele contrato. O que muda de um plano para outro é principalmente a rede: dos 3.982 planos com internação medidos no cotador, nenhum cobre os 85 hospitais deste site e 1.311 cobrem um hospital só. Por isso a escolha começa pelo hospital, não pelo preço.

Qual a diferença entre convênio médico e plano de saúde?

Nenhuma. "Convênio médico" é o nome popular; "plano de saúde" é o termo da Lei 9.656/1998 e da ANS. É o mesmo contrato, com os mesmos direitos de carência, cobertura e reajuste.

Qual a diferença entre plano de saúde e seguro saúde?

Os dois seguem a mesma lei e a mesma regulação da ANS. Historicamente o seguro saúde nasceu centrado em reembolso (você usa quem quiser e pede o dinheiro de volta) e o plano em rede credenciada, mas hoje os dois modelos se misturam. O que vale é o que está escrito no contrato, não o nome do produto.

Como fazer um plano de saúde?

Primeiro descubra se existe plano para o tamanho do seu grupo: das 86.070 tabelas com direito a internação no cotador, só 16% aceitam contratar com uma vida — e elas não estão espalhadas por igual: no coletivo empresarial são 5%, no coletivo por adesão são 88%. O empresarial exige CNPJ ativo, que pode ser recém-aberto. Depois escolha o hospital que você quer usar, veja quais planos realmente atendem aquele hospital e compare o preço só entre eles.

O que é plano de saúde por adesão?

É a terceira forma de contratação prevista pela ANS: coletivo contratado por meio de sindicato, conselho profissional ou entidade de classe, e não por uma empresa. No cotador são 844 produtos de 2.368, com 10.056 tabelas de preço com internação. O ponto que costuma decidir: 88% dessas tabelas aceitam contratar com uma vida só, contra 5% no coletivo empresarial. Para quem vai contratar sozinho, é a porta mais aberta — e exige comprovar vínculo com a entidade da sua categoria.

O que é CPT no plano de saúde?

CPT é a cobertura parcial temporária: quando você declara uma doença ou lesão que já tem, a operadora pode suspender por até 24 meses cirurgias, leitos de alta tecnologia e procedimentos de alta complexidade ligados àquela doença. O resto do plano funciona normalmente. 93% dos produtos lidos no cotador trazem alguma regra de doença preexistente, e parte deles oferece o agravo — pagar um acréscimo para não cumprir CPT.

O que é compulsório no plano de saúde?

É a forma de adesão do contrato coletivo empresarial em que a empresa inscreve todo o grupo elegível, em vez de cada pessoa escolher entrar (adesão opcional). 38% dos produtos que declaram esse campo no cotador admitem adesão compulsória. Grupo inteiro costuma render carência menor.

Como funciona o reembolso do plano de saúde?

Você usa um profissional fora da rede credenciada, paga e pede de volta. O plano devolve conforme a tabela do contrato, quase nunca o valor integral. Reembolso é diferencial, não padrão: 61% dos produtos que declaram diferenciais de cobertura no cotador citam reembolso e 16% citam livre escolha. Confira sempre o múltiplo da tabela e o prazo para solicitar.

Como saber se meu plano de saúde está ativo?

A fonte que vale é a operadora: aplicativo, central de atendimento ou carteirinha digital. Você também pode conferir o registro do produto no portal da ANS. Boleto pago não é prova de plano ativo — o contrato pode estar suspenso por inadimplência anterior.

Vale a pena ter plano de saúde?

Depende de qual hospital você quer poder usar. Plano é contrato de acesso a uma rede, e a rede varia muito: contratando sozinho, o plano de maior rede alcança 28 dos 85 hospitais publicados aqui; em contrato de três vidas o teto vai a 72. Um plano barato que não atende o seu hospital não resolve o seu problema.

Quer conferir no seu caso?

Diga o hospital que você quer usar e de onde você vem. A gente verifica plano a plano o que dá para aproveitar e volta com o valor exato.

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